De um retorno de incertezas

Oi, pessoal! Tempo de Flores esteve afastado das atividades por, alguma razão, ou algumas várias. Mas, venho através deste dizer que: uma hora a gente volta. Com novíssimas novidades, esperamos.

Enquanto isso, resolvi liberar um pouco de sentimento por aqui, através de um escrito desses que pintam o momento – nesse caso, momento de Novembro de 2013. Boa sorte com minha confusão!

Incerto.

Sempre me atrevo a escrever sobre as incertezas dos seres, será o que me resta? Incertezas? Pois até isso me é incerto. Perdi a leveza. Descobri que o mundo não é só nuvem. Faz algum tempo. Nunca me machuquei e ainda me sinto ferida? Ferida. De que? Por quê? Por quem? É-me desconhecido, como costumeiro. Vida feita de alegria e conforto, mas também descontentamento vazio, de beleza e fé à descrença e morbidez. Como a de todos outros, que, quem sabe também possam ser parte de mim? Mas, e a sensação de estar seguindo em linha reta no centro de algo a toda parte? Como se a constância fosse central e a inconstância também?

Escrevi por vezes das coisas que sinto e não posso negar a existência do mesmo sentido em outros corpos e cabeças, estar Aqui e fazer parte, por vezes sentir o mesmo que todos os outros.  Mas e se eu não quiser sentir? E se eu quiser? E se o que sentirmos ser vida tratar disso? A infindável falta do indubitável e a “pequenez” imensa das ideias de “resposta”. Completa e também vazia, sou fruto da dualidade.

A vida escorre e eu a amo, não reclamo – se possível – de suas adversidades e as enxergo como parte de um plano. Plano, plano, plano. Qual plano? Quê plano? Qual a cor, cheiro, textura possui tal “plano”? Por que tocá-lo, alcançá-lo, vê-lo é assim tão confuso? Existe?

Tento alaranjar a vida e dançar valsa com ela, mas a mesma não se parece nada laranja ou rosa. Ela se mostra sem cor ou sonoridade na maior parte do dia, quando o hermetismo –estritamente humano –faz-se presente.  O hermetismo sequencial. Um atrás do outro, um na frente do outro, outro na frente de outro. Tu, tu e tu. Aquele, aquela e aquele.  Tempo na contagem regressiva-progressiva-regressiva-progressiva, mas falar do tempo? Que tempo? A que horas? A que tempo?  (In) Contável? Sequencial e contínuo.

Acorda, sai, pensa, dorme, sai, dorme, pensa, acorda, pensa, dorme, sai, acorda, dorme, sai, pensa, acorda. Qual a sequência? Um cardápio limitado de vida que se transmuta em: rotina. Rotina. Passatempo passa o tempo. Tempo novamente, sempre ele derradeiramente em estado de sublimação sob nossas bocas, narizes, retinas, cadáveres, espíritos, fluidos. Incontínuo.

É desse hermetismo que percebo desnecessária e dolorida a corrosão de ossos invisíveis – aqueles à flor da pele – que arrastam os anos. Com meus círculos-retângulos-quadrados-triângulos coloridos sem sentido, tento: mostrar a todos por todos os tempos luzes e cores; é demorado e derretido. Por vezes cinza.  O riso me basta quando as palavras trespassadas não bastando por hora. Que inexperiência é essa que vê divergência a cada esquina? E que experiência é essa que não reconhece vida a cada vez que chega o ar?

A espera que se busca sem cessar é a do contentamento meu e do vento, ao bater contra o longo e embaraçado fio da liberdade que eu escolher.

Danielle Dornelles

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s