Bridge Over Troubled Water, para quem quer ficar nostálgico

Hoje eu estou me sentindo meio esquisita, não sei o que tá acontecendo comigo assim, então, como álbum resolvi falar sobre uma coisa sem erro e que eu gosto muito e sempre gostarei que é Simon & Garfunkel.

Sem palavras pra definir o que essa dupla significa na minha vida e formação musical, eu conheço desde criança porque meu pai gosta muito, então além de muito maravilhoso é algo nostálgico que costuma me deixar muito feliz, me faz lembrar minha família e todo o amor que eu sinto por eles, nem vou continuar porque isso é muito para uma pessoa que mora sozinha.

Bem, então vou ao álbum que eu escolhi pra falar dessa coisa maravilhosa, “Bridge Over Troubled Water” que também já não é deprê o bastante para um domingo chuvoso.

Pra quem não sabe, Simon & Garfunkel são uma duplinha do barulho que toca folk e iniciou nos EUA de 1957 até tempinhos atrás, eles são do caramba, vocais ó, coisa boa.

Por: mãe do “Quase Famosos”

Eu escolhi o “Bridge over Troubled Water” de 1970 porque é o meu preferido, mas não desmerece nenhum dos outros deles. Eu acho esse álbum, ai, ode a coisa boa do universo, tudo é lindo e nostálgico pra mim não tem nenhuma música que esteja nele que não me faça pensar em alguma lembrança muito boa, além disso ele tem as músicas muito bem colocadas em sua ordem. E a capa dele ❤ linda linda mil vezes, o verso dela, queria tatuar aquela fotinho deles que aparece no canto, na real, acho que vou fazer isso.

As músicas:

  1. “Bridge over Troubled Water” – Essa música, QUEM NÃO AMA? É hino isso gente, letra perfeita, melodia, vozes, tudo.
  2. “El Condor Pasa (If I Could)” – Me lembra muito minha infância é uma versão de uma musica peruana de protesto assim, demais
  3. “Cecilia” – Música mais feliz do mundo sobre um coração partido.
  4. “Keep the Customer Satisfied” – Ah, essa música é muito linda, feliz, me deixa bem alegre, sei lá me faz lembrar de coisas boas
  5. “So Long, Frank Lloyd Wright” –Linda de morrer.
  6. “The Boxer” – MINHA FAVORITA DO MUNDO INTEIRO, vou entrar no meu casamento com isso por mais que não tenha nada a ver com casamento.
  7. “Baby Driver” – Acho essa música bem sacaninha assim, não sem explicar.
  8. “The Only Living Boy in New York” – Os vocais dessa música, meu Deus!
  9. “Why Don’t You Write Me” – Essa música também é música de viajar pra praia.
  10. “Bye Bye, Love” – Essa é um ao vivo e ótimo porque eu gostaria bem de falar sobre como esses caras são bons ao vivo, sério, eles são um dos poucos músicos que não me incomodo de ouvir ao vivo porque eles são maravilhosos, até melhores.
  11. “Song for the Asking” – Finaliza dessa maneira épica, com essa música que tem um violão lindo.

Gente, devo lembrar a todos que eu tenho opiniões nada críticas profissionais sobre as músicas, é mais sentimentos que me vem, vocês podem dar a opinião de vocês ai sempre que será maravilhoso.

Vou colocar uma playlist com o álbum pra vocês ouvirem MAS eu recomendo mil que vocês baixem/comprem porque não vão se arrepender.

https://www.youtube.com/playlist?list=PLEABCB261CC66F27E

É isso pessoal, obrigada por lerem.

Julia.

Doodle Time by Sarah Andersen e algumas descobertas

Boa tarde, gente!

Nessa manhã de sábado, lê-se por manhã do 12h até agora, liguei meu computador como habitualmente e fui procrastinando a vida, fuçando algumas páginas que gosto no Facebook como a “Doodle Time by Sarah Andersen” entre muitas curtidas e identificações com as situações, resolvi que queria saber mais sobre o trabalho da artista. Não foi difícil encontrar mais informações, pois, na própria página do Facebook no “Sobre” encontra-se o link de seu site oficial (que é um Tumblr). Como para uma boa stalker meio link basta, note to self: não tentar refazer ditados populares descobri aqui que além de ser cartunista, Sarah Andersen também é ilustradora com o nome de Sofia Christiansen para distinção dos trabalhos.  Para mim, que adoro encontrar ilustrações pela internet, foi uma descoberta feliz para o primeiro sábado da primavera. Mais ilustrações e cotidiano da artista aqui.

quem nunca né
quem nunca né
Euzinha
Feminist Doodle Time :)
Feminist Doodle Time 🙂

E as ilustrações, estou apaixonada por elas.

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ilustrações de Sofia Christiansen ou Sarah Andersen ou mesma pessoa
ilustrações de Sofia Christiansen ou Sarah Andersen ou mesma pessoa

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E é isso, pessoal! Bom final de semana.

Beijos e até logo, Danielle.

Sobre “A condição Feminina no Rio de Janeiro, século XIX”

Hey!

Como vocês sabem, eu faço faculdade de história, e esse semestre estou tendo a disciplina de Brasil Monárquico, eu AMO história do Brasil, acho maravilhoso, é a área que quero seguir. Enfim, meu professor mandou um texto para nós do livro “A condição feminina no Rio de Janeiro” da Miriam Moreira Leite, uma historiadora que abordou questões de família e imagem, muito genial.

A parte que ele passou pra gente é “A Documentação da Literatura de Viagem” e “Forma de Parentesco e Convívio”. E eu gostei demais desses capítulos, resolvi escrever algo sobre eles aqui pra vocês.

Essa literatura de viagem são textos feitos por viajantes estrangeiros, em sua maioria, no Brasil entre 1801 e 1900 que falavam desde costumes dos povos brasileiros até questões naturais, até porque a maioria dos textos são escritos por cientistas, comerciantes, missionários e oficias da marinha. Essas pessoas vieram para o Brasil de vários lugares da Europa como Inglaterra, Holanda e França devido ao crescimento dos contatos econômicos entre esses países e o nosso em busca de inovações científicas tanto biológicas como artísticas.

É interessante pensar que esses textos foram escritos por estrangeiros que não fogem da comparação entre a cultura deles e a vista no novo mundo. Para a historiografia isso é um prato cheio! “Na verdade, apesar dos esteriótipos introduzido e do prosaísmo cientificista, o viajante escritor permitiu, no Brasil, uma possibilidade, ainda que imperfeita, de autoconhecimento” (LEITE, p. 31).

No capítulo seguinte, que é maravilhoso, ela usa trechos desses textos para destacar algumas condições das mulheres como Viúva, Escolha do Par, Casamento, entre outras coisas. E os trechos escolhidos são ótimos, se você pensar que foram escritos por alguém da época, e pensar que aquilo provavelmente era real, você fica muito imerso na história, consegue imaginar as cenas certinhas. Eu vou citar alguns que achei interessantes aqui.

No tópico “Casamento no Asilo de Órfãs” que era um lugar onde colocavam meninas abandonadas aos cuidados de uma ordem religiosa, é falado: “Muitos moços vão lá procurar esposas e depois de apresentar o atestado de boa moral e de ser trabalhador, são recebidos no vestíbulo, onde encontram moças casadouras. Quando escolhem e o desejo é recíproco, o jovem é levado a fazer uma doação razoável à instituição, ou então dar uma garantia de que irá fazê-lo no futuro próximo” (1849. Ezequiel I. Barra p. 119-20).

Em “Namoro pelo Jornal” tem um trecho muito engraçado: “A correspondência secreta dos amates faz-se frequentemente pelo Jornal do Comércio (presentemente pode-se ter uma ideia disso pela correspondência do Figaro). Aparecem frases como estas: ‘Esperei-te ontem e não vieste!’ ‘Aquele que morre de amores por ti, implora-te uma resposta para sua carta’ ‘Ó virgem! vi o céu em teus olhos!'” (1851. Adéle Toussaint-Samson p. 74)

Na parte que fala de “Vida Doméstica” é citado várias vezes que as mulheres brasileiras eram extremamente preguiçosas, porém, elas tinham afazeres mas ao mesmo tempo tinham muito orgulho em dizer que só mandavam e não faziam nada. Casamento era uma questão de interesse, pois as mulheres tinham filhos muito novas, com 14 anos, depois perdiam a sua beleza jovial e seus maridos corriam atrás de várias negras, para escravas domésticas que acatassem os afazeres da casa e os sexuais do seu senhor.

Em “Má Criação”, o escritor da carta fala de uma menina de 9 anos que vivia chorando e fazendo escândalo.”Para tranquiliza-la D. José lhe diz: vamos querida, não seja caprichosa; ou guarde esses caprichos para seus quinze anos, que então não faltará quem os satisfaça. Proposta atrevidíssima, que só se desculpa ao carinho paterno, pois a menina é feia como o pecado.” (1852. Benvenuti, Carlos Saenz de Tejada p. 166).

E o texto segue com mais algumas questões interessantes, como quando viúvas as mulheres que viviam em fazendas se tornavam as chefes da casa e lavoura. Questões também comparando as crianças brasileiras com as inglesas, as brasileiras sendo muito mais mal criadas, tendo meninos que já fumavam e meninas que usavam colares, pulseiras e brincos desde muito novos.

Enfim, a leitura desse texto me deixou muito interessada em ler o livro todo, é muito interessante pensar os diversos tipos de mulheres que existiam no Brasil, tentar imaginá-las, é ótimo! Ver como algumas coisas da época se aproximam ou se diferem das de hoje em dia. E principalmente pra quem é carioca, esse texto é interessantíssimo pois ele trás lugares, o que facilita muito pra tentar imaginar.

Descanso na roça - Victor Frond
Descanso na roça – Victor Frond
A sesta da senhora-1821 James Henderson
A sesta da senhora – C. Hullmandel

LEITE, Miriam Moreira (org.). A condição Feminina no Rio de Janeiro, século XIX. São Paulo: Hucitec, 1984.

Até logo, Julia.

“Há Uma Luz Que Nunca Se Apaga”, Smiths entre outras coisas

Boa noite, pessoal! Há um tempinho que não posto aqui, então, vamos aos trabalhos!

Uma das coisas que mais faço nessa vida além de correr atrás do ônibus é pensar incessantemente nas coisas do mundo, no além-vida, futuro, passado, presente enfim tempo e suas causas circulares de vivência, história, experiência, nascimento, renascimento, morte, pós-morte a vida em si. Mas isso só sou eu viajando e transparecendo aqui, não liguem, o que eu quero mesmo dizer que além de pensar exaustivamente eu escuto música. Música, o ponto que quero chegar é música. Hoje o post é musical sobre uma banda que particularmente gosto muitíssimo, THE SMITHS “nossa que hipster daaaaaani” “que clichêê blaséé wooowww” “prefiro the cuuuuure”  eu não ligo. 🙂

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No dia de hoje me deu vontade de escrever sobre eles, nada mais perfeito pra falar de Morrissey, Marr and etc num dia nublado, chuvoso e com ventania que, para a maioria das pessoas, remete à melancolia que nos traz muitas vezes a preguiça de viver junto do desânimo ou seja: UM DIA REGADO A MUITO SMITHS, rs. Não é regra, mas também não é exceção.

"mig e essas flores" "não sei mig só vamos tirar a foto pfvr"
“mig e essas flores” “não sei mig só vamos tirar a foto pfvr”

Aos dados: The Smiths foi (no passado que passou) uma banda inglesa de Manchester formada em 1982 por 4 pessoas entre eles Morrissey no vocal, Johnny Marr na guitarra, e mais dois que normalmente ninguém sabe quem é  o baixista  Andy Rourke e o baterista Mike Joyce. Eles deixaram de ser uma banda em 1987 seguindo seus projetos solo de tal forma que Morrissey nos deu a graça de bons singles com péssimos clipes, valeu cara.

obg eu
obg eu

A discografia deles não é muito extensa no que se refere aos álbuns de estúdio, ao todo, possuem quatro  discos. Em compensação, existe cerca de 11 álbuns de coletânea. Gosto muito de todos. Os ingleses conquistaram um espaço importante no cenário mundial do rock alternativo, indie pop (?) não sei definir o gênero deles dos anos 80 com o ritmo inconfundível a não ser que você escute Legião Urbana  e os rolos mais engraçados do mundo, cof cof Robert Smith. A banda conta com o integrante mais hipster de todxs (the god of all hipsters)  e também o  “mais controverso” com uma pitada de muito recalque sempre expressando comentários sobre a vida alheia que nos deixam com cara de what the fuck? Morrissey, você realmente é diferente. Parabéns.

Vocês já pararam para traduzir as letras das músicas? Se já tentaram, qual foi a reação? Bem, eu sempre faço isso e adoro, rs. Dei um “The Best Of” de presente para meu pai (no dia dos pais) e durante o almoço em família enquanto tocava o álbum e comíamos felizes, fiz a indagação anterior à ele, recebendo a negativa, me senti obrigada à traduzir simultaneamente (todas) as canções. O resultado? Ele pediu para que eu parasse pois estava diminuindo as possibilidades de continuar ouvindo o álbum, principalmente quando citei “girlfriend in a coma” ou todas outras também. Continua sendo o CD mais tocado no carro. Traduzir as letras pode ser um hobby divertido bastante inútil se tiver tempo de sobra, ou estiver entediado. “Quão cedo é agora?”, “O Garoto Eternamente Atormentado”, “Céu Sabe Estou Miserável Agora”, “Esse Cara Charmoso”,  ENTRE MUITAS OUTRAS. E são só títulos, então “peça para mim, peça para mim, peça para mim
Peça para mim, peça para mim, peça para mim.”

i don't eat my friends
i don’t eat my friends

Mas enfim gente, às vezes seeeeeempre é legal ouvir Os Esmites, eu gosto, muitos gostam, é bom. Quem nunca se identificou com alguma letra deprê? de amores fracassados e recalques? que atire a primeira pedra! *páf*

E esse foi o post de hoje, uhu.

bolad
bolad

A rush and a push, Danielle.

P.s.: Confesso ter ouvido The Cure enquanto escrevia esse post. Herege, admito.

Adendo sobre relacionamento a distância

Oi,

Eu vim aqui rapidinho falar sobre relacionamento a distância, eu tenho e consigo ser absolutamente feliz. Não vou dizer que é uma coisa fácil, não é. É tudo baseado em confiança, amizade e muito amor. E principalmente no ‘take it easy’, também conhecida como paciência sem euforia, é complicadíssimo pra uma pessoa ansiosa como eu.

Você só consegue chegar a esse nível de ‘take it easy’ quando você realmente tem sentimentos verdadeiros pela pessoa e sente que isso é recíproco, se não qualquer saída de casa do seu namorado/a vai te deixar tenso/a. Sei lá, não tem um segredo real pra conseguir manter um relacionamento desse tipo, cabe ao casal fazer suas condições.

Mas na real eu só vim por meio desse post falar uma coisa pros casais que não são a distância: se deem atenção, saiam com seus pares, façam coisas, avisem que amam um ao outro porque vocês não sabem a sorte que vocês têm de poder fazer tudo isso na hora que vocês quiserem.

Bjs, Julia.

Pra não dizer que não falei de Adele

Olá gente!

Essa semana eu não ouvi nada de muito diferente, eu acabo não escutando muita música na minha vida (farei um post sobre isso algum dia). Mas então, eu vou falar sobre um álbum pop “atual” pra sair um pouco do que eu tava falando e agradar gregos e troianos.

Vou falar sobre o ’19’ da Adele, que eu sinceramente gosto muito. Ele é de 2008, acho que é o primeiro dela. Eu digo assim, ela com certeza não é a minha cantora pop favorita, acho que ela tem uma voz bem ok assim, “ah Julia, então faz melhor!” não faço melhor nunca, mas pro meu gosto ela é bem comum. O conjunto do álbum é muito bom e muito bem feito, ela tem uns músicos muito bons.

Eis as faixas:

  1. “Daydreamer” – Eu acho essa música bem bonita, ela dá uns agudos muito geniais nela.
  2. “Best for Last” – Essa música é de passear no parque, ela tem os vocais bem mais altos que o instrumental então é bem interessante.
  3. “Chasing Pavements” – Estou na vala e preciso ouvir uma música, então, aqui está…
  4. “Cold Shoulder” – Música bem feliz, com um instrumental, bem dançante, acho que é a minha favorita.
  5. “Crazy For You” – Eu gosto dos vocais desa música.
  6. “Melt My Heart to Stone” – Instrumental muito bonito, bem triste como quase todo o álbum.
  7. “First Love” – O pianinho é ótimo, acho bem fofo.
  8. “Right as Rain” – Essa música também é uma das poucas felizes do álbum, ela tem uma pegada meio retrô, é legal.
  9. “Make You Feel My Love” – E volta a musica lenta, porém essa é bem especialmente emocionante, eu gosto bastante dela.
  10. “My Same” – Pegada retrô também, com estalinhos de dedos.
  11. “Tired” – Apesar dessa música ter um nome sugestivo ela tem uma melodia que eu consideraria tipo bem o contrário de cansaço.
  12. “Hometown Glory” – E o álbum fecha triste e é isso ai.

Bem, é um álbum bem tristonho, mas eu gosto mais do que do segundo e mais famoso dela. Cá está ele numa playlist no youtube:

Até mais, Julia.